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Recordar os baluartes de Setúbal (II) – São Luís Gonzaga

Vista aérea

Forte São Luís Gonzaga

Já foi uma imponente fortificação militar. Já foi local que testemunhou a existência de um dos mais míseros bairros de lata da Setúbal. E hoje, para aqueles que o “descobrem”, é um exemplo de património edificado mal cuidado e escondido num local admirável. Refiro-me ao forte de São Luis Gonzaga, mais conhecido por muitos setubalenses por Castelo ou Forte Velho.

Esta velha edificação militar data do século XVII, quando o país cuidava da sua defesa na sequência da Restauração de 1640, tendo sido concebida pelo arquitecto militar Luís Serrão Pimentel. Localiza-se num outeiro em plena freguesia de Nª Senhora da Anunciada, perto do bairro Grito Povo, entre as zonas do Viso e Reboreda. É ainda senhora de admiráveis vistas sobre o estuário do Sado e cidade de Setúbal.

É hoje possível visitar o forte de forma “selvagem” e sem qualquer orientação. Não há informação ou sinalização e os trilhos são rudimentares. Para aceder ao seu interior há que ter algum espírito de aventura. Há muita vegetação por todo o lado, mas partes significativas dos panos de muralha teimam em resistir a intempéries e esquecimento. Infelizmente vêm-se também partes desmoronadas.

É chegado o tempo de dignificar e valorizar o “castelo velho”, ultrapassados que estão os tempos que o associavam à zona degradada que por ali cresceu e cujo fim se deve à tenacidade dos movimentos de moradores do post-25 de Abril (“Casas Sim, Barracas Não”). O forte de São Luis Gonzaga é mais um exemplo de património que precisa da atenção da opinião pública setubalense, das autarquias e das associações de defesa do património. Pode e deve ocupar um lugar de eleição no património sadino, ser conhecido e visitado pela população. Mas que precisa de intervenção urgente antes que se degrade por completo.

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4 thoughts on “Recordar os baluartes de Setúbal (II) – São Luís Gonzaga

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