Na vida, na política e na sociedade há personagens que ultrapassam tudo o que de mais miserável poderíamos pensar delas. Em Portugal, entre outros,  há a Zita Seabra. Ex-dirigente do PCP, que se alcandorou a esse lugar não por alguma qualidade intelectual que a distinguisse mas por saber gerir bem alguns dotes, difíceis de perceber para quem olha para aquele alçado principal, é um paradigma a denegrir essa sua antiga e distante actividade política. Por tudo e por nada é chamada à intriga, o que já era uma sua especialidade ainda como dirigente do PCP. A diferença é que agora lhe pagam para intrigar. Antes, poderia já andar a receber algum mas ninguém sabia. Hoje, cada vez que, por exemplo,  o inefável Mário Crespo, outro avantesma do nosso quotidiano jornalístico, a chama, o chequezito que recebe não deve ser despiciendo. A última borla que deu foi quando, vestida como uma bernarda de alba, foi carpir a morte da irmã Lúcia, uma alma quase gémea. Terá sido? O Vaticano não a recompensou? A caixa de esmolas de Fátima não largou umas moeditas, não mais das que se dão a um drogado arrumador de automóveis? Os custos da fatiota e o ar compungindo merecia esse gesto liberal e moscovita.

O último número desta parelha decadente foi impagável. Como estamos num país espúrio de jornalismo rasca, a patetice bateu tambores em toda a comunicação social. O extraordinário e bem demonstrativo da estupidez, por vezes travestida com ares de encardida inteligência que anda à desfilada por essas partes, é que ninguém se lembrou de perguntar quais foram as embaixadas, ministérios etc., que utilizaram os serviços da Fnac, instalando os seus aparatos de ar condicionado. O espantoso é nem ninguém ter estranhado a negligência, a falta de profissionalismo e de qualidade dos serviços de segurança dessas embaixadas e dos ministérios que não detectaram nem um microfone. Ou estariam todos ao serviço de Moscovo e do PCP? Se não fosse a Zita Seabra fazer tal revelação ainda hoje continuariam a funcionar com as deficiências próprias da idade. Tudo isto faz as delícias de um jornalismo fedorento e até a eficientíssima PGR parece ir fazer averiguações.  Num país afogado em telenovelas mais uma mosca cai na sopa.

Querida Zita, debitando mentirolas com aquele ar sapatão XXL com que pretende pisar os ex-camaradas. Qual será a sua próxima inventona? Se calhar ainda vamos saber que as sobrancelhas do dr. Cunhal eram propositadamente frondosas porque escondiam antenas que emitiam raios que deixavam os interlocutores semi-hipnotizados. Mais um tema para os nosso jornalismo de pacotilha dissecar.

A Zitinha sempre manteve o estilo de debitar argumentos decorados à pressa no bestunto. Tudo aquilo soava a falso. Largado o post-it  lá vinha asneirola. Aquela cabecinha era, é e será de baixíssima velocidade de circulação!  Tinha esperteza saloia e  práticas  mais do que estalinistas, isto dito em concessão  à vulgata que colam à imagem de Estaline.

Gente do calibre da Zita Seabra, de baixa extracção moral e intelectual, tem sempre o destino traçado qualquer que seja o partido em que milite. Assume maior impacto quando é o PCP, por razões óbvias , que tem a ver com a imagem pública e uma comunicação social estipendiada. De resto a Zita Seabra é um percevejo, com cérebro de percevejo, que provoca algumas comichões. Não mais que isso!

Um bom e sério trabalho de higiene mental, que actuasse preventivamente para defender a saúde mental dos portugueses já tinha acabado com estas e outras estórias  e seus fautores. A sua actividade tem um objectivo preciso: corromper a inteligência.

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